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Os cartões inteligentes, smart
cards podem ser identificados dês de 1968, com o uso de
cartões de plásticos transportando microchip. O primeiro
foi desenvolvido pelos inventores alemães Jurgen Dethloff e
Helmut Groytupp. Dois anos mais tarde, em 1970, Kumitaka Arimura
desenvolveu uma aplicação semelhante. A primeira
realidade formal de um cartão inteligente veio com Roland
Moreno’s que patenteia o cartão inteligente na
França em 1974. Com suas patentes, a indústria dos
semicondutores pode fabricar os circuitos integrados a um preço
razoável.
A primeira
tentativa de com sucesso foi em 1984, pelo Serviço Postal e de
Telecomunicações (PTT) francês com cartões
de telefone. Há Alemanha três anos mais tarde levou o uso
dos cartões nos telefones.
O uso na indústria financeira smart cards como cartões bancários, progrediu muito lentamente devido a complexidade e as infra-estruturas existentes nos sistemas de bancos. Até há bem pouco tempo, se não fossem os desenvolvimentos da criptografia moderna, tecnologia que permitiu que os cartões inteligentes passassem a ter um grau de segurança mais alto, fez com que as associações bancarias começassem a levar o cartão inteligente mais a serio. Outros ramos como a saúde, a educação, as telecomunicações e os transportes, começaram a empregar cartões inteligentes como parte integrada de uma solução total. Como se pode ver hoje em dia, o cartão inteligente tem e terá cada vez mais, um papel preponderante no negocio eletrônico. A tecnologia Java Card permite que os smart cards e outros dispositivos com memória limitada rodem pequenas aplicações chamadas applets. Oferece plataforma independente, habilidade para guardar e atualizar múltiplas aplicações e compatibilidade com os padrões existentes dos smart cards. Pode-se desenvolver aplicações executáveis em cartões inteligentes de diversos fabricantes, independente do processador e do sistema operacional adotados pelo fornecedor. A Sun responsabiliza-se em fornecer um kit gratuito para teste de compatibilidade para os smart cards de diversos fabricantes e um treinamento de três dias sobre a tecnologia. Com a tecnologia Java Card, novas aplicações e serviços podem ser rapidamente e seguramente construídos, testados e emulados. Isto reduz custo no desenvolvimento, adiciona um diferencial nos produtos e aumenta seu valor para os consumidores. Quase todo tipo de smart card pode ser adaptado com a tecnologia Java Card. Há dois tipos de Smart Card: o smart card inteligente, composto de um microprocessador que lê, escreve e calcula como um pequeno computador e o Memory Card que somente guarda os dados. Todos os smart cards contêm três tipos de memória: ROM, EEPROM e RAM. Podem ser utilizados ainda na telefonia móvel, em cartões de crédito ou qualquer outro de serviços financeiros, cartões de identificação para acesso ou como uma identidade/CPF. Outro exemplo é em aparelhos eletrônicos que são conectados a internet tais como celulares e equipamentos de TV por assinatura. Nos Estados Unidos, o Departamento de Defesa está adotando o Java Cards como substituto às carteiras de identidade em papel. Em Taiwan, servem como identificador para o sistema de saúde de 24 milhões de habitantes. Já existem hoje 300 milhões de Java Cards em produção, mais diversos tipos de cartões inteligentes. Se incluírem os SIMM cards, que são nada menos que Java Cards embutidos em telefones GSM, como os novos celulares TIM ou OI aqui no Brasil, já são cerca de 1,2 bilhões de máquinas virtuais Java espalhadas pelo mundo. Seus componentes são: CVM (Java Card Virtual Machine): define um subconjunto da linguagem Java e a adapta as aplicações no smart card. JCRE (Java Card Runtime Environment): define como se comporta o ambiente de execução, incluindo gerenciamento de memória, de aplicações, reforço de segurança e outras características da execução. Sobre o Autor: Ricardo da Silva Ogliari é Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade de Passo Fundo-Rio Grande do Sul. Membro atuante do JavaFree ( www.javafree.org ),onde publica vários artigos em Java ME. Trabalha
atualmente como desenvolvedor de aplicações direcionadas
a telefones celulares na Kwead.com de São Paulo. Palestrante no JustJava 2007 e 2005. Possui diversas participações em Congressos e Eventos. Fez várias palestras sobre a tecnologia Java. Criador
do projeto de código aberto MECHART. Objetiva o desenvolvimento
de uma API para a construção de gráficos na
plataforma Java ME. Site do projeto: http://mechart.dev.java.net .Colaborou com o Java Noroeste com o artigo Socket + JME ( http://www.javanoroeste.com.br/artigos/socketJ2ME.pdf ).
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